Andar de bicicleta não cura a doença mas dá aos pacientes uma oportunidade de se livrarem dos sintomas e de fazerem exercício

05/04/2010

Andar de bicicleta não cura a doença mas dá aos pacientes uma oportunidade de se livrarem dos sintomas e de fazerem exercício

Andar Bicicleta Nao Cura A Doenca Mas Da Aos Pacientes Uma Oportunidade Se Livrarem Dos Sintomas Fazerem Exercicio

Bastiaan R. Bloem, médico do Radboud University Nijmegen Medical Center, na Holanda, pensou que já tinha visto de tudo nos anos que passou a cuidar de pacientes com a doença de Parkinson. Mas o homem de 58 anos que o foi ver recentemente revelou-se uma surpresa completa.

O homem tinha a doença de Parkinson há dez anos, que progredira até o afectar severamente. A Parkinson, uma desordem neurológica na qual algumas das células cerebrais que controlam o movimento morrem, tinha-o incapacitado de andar. Tremia e só conseguia dar alguns passos antes de cair. Ficava parado no mesmo sítio, sentindo-se como se os pés tivessem sido pregados ao chão.

Mas o homem contou algo espantoso a Bloem: disse que fazia exercício regularmente - era, na verdade, um ciclista -, algo que não devia ser possível em pacientes no seu estado da doença, pensou Bloem.

"Disse Ainda ontem andei dez quilómetros de bicicleta", afirmou Bloem. "Disse que andava quilómetros e quilómetros na sua bicicleta todos os dias."

"Eu disse Isso não é possível", lembrou Bloem, professor de neurologia e director clínico do Centro de Parkinson do hospital, em entrevista telefónica. "Este homem tem Parkinson em estado terminal. É incapaz de andar."

Mas o homem estava desejoso de o demonstrar, pelo que Bloem o levou até à rua, onde a bicicleta de uma enfermeira estava estacionada. "Ajudámo-lo a subir para a bicicleta, demos-lhe um pequeno empurrão e ele lá foi a pedalar", contou Bloem. Guiou, fez até uma inversão de marcha, e tinha tudo sob controlo, sem que qualquer dos seus sintomas de Parkinson fosse visível. Mas, assim que homem desceu da bicicleta, os seus sintomas voltaram. Imobilizou-se.

Bloem fez um vídeo e tirou fotos do homem a tentar andar e depois a guiar a bicicleta. As fotografias foram publicadas no número de 1 de Abril do "The New England Journal of Medicine".

Depois de conhecer este caso, Bloem questionou outros 20 doentes muito afectados pela doença sobre andar de bicicleta. Ficou a saber que todos o conseguiam fazer, embora a razão para isso não fosse nada clara.

Bloem e outros especialistas em Parkinson ficaram espantados. As pessoas com a doença de Parkinson conseguem frequentemente dançar, correr, andar suavemente e fazer movimentos complexos durante alguns minutos se lhes derem os sinais apropriados - pistas visuais e emotivas. Há exemplos famosos, como o de um grupo de pacientes com Parkinson que foi apanhado num incêndio e conseguiu descer as escadas e fugir, imobilizando-se assim que chegou à rua.

Mas este efeito, conhecido por cinésia paradoxal, não dura muito tempo. Guiar durante muitos quilómetros é completamente diferente de andar alguns minutos. E, segundo Bloem, até agora não se sabia que doentes com Parkinson podiam andar de bicicleta.

"Esta observação é tão original e entusiasmante que consigo audiências espantosas quando mostro este vídeo durante as minhas palestras, mesmo quando a plateia é composta por especialistas de doenças do movimento", afiançou Bloem.

Obviamente, acrescentou o médico, não se trata de defender que doentes de Parkinson saltem para cima de bicicletas e vão passear para estradas movimentadas. Eles precisam de ajuda para se montarem na bicicleta e podem arranjar problemas se tiverem de parar em semáforos. Necessitam de guiar em zonas seguras. Bloem recomenda que os pacientes andem em triciclos ou utilizem bicicletas fixas ou suportes - aparelhos que transformam bicicletas de rua em fixas.

Ainda assim, disse, andar de bicicleta dá aos pacientes uma oportunidade de se livrarem dos sintomas enquanto estão a pedalar, parecendo e sentindo-se normais, e fazendo algum verdadeiro exercício cardiovascular mesmo quando a doença está tão avançada que nem conseguem andar.

Os peritos em Parkinson ficaram intrigados. "Isto é algo impressionante", disse o dr. C. Warren Olanow da Mount Sinai School of Medicine. "Ele descreveu um caso extraordinariamente interessante e podemos aprender algo com isto."

Bloem considerou que uma explicação para esta descoberta pode estar no facto de andar de bicicleta utilizar uma parte diferente do cérebro da utilizada quando se caminha, a qual pode não ser tão severamente afectada pela doença de Parkinson. Ou pode suceder que a pressão rítmica dos pedais nos pés dos pacientes dê uma pista ao sistema nervoso que permita o movimento de pedalar.

É claro que andar de bicicleta não cura os pacientes. Para a drª Lisa M. Shulman, professora de neurologia na University of Maryland School of Medicine, se a maior parte dos pacientes muito afectados pela doença de Parkinson é capaz de andar de bicicleta "é uma questão empírica que necessita de ser testada". E aqueles que não podem fazer um tipo de exercício poderão ser capazes de fazer outro.

Bloem acredita que o exercício regular pode abrandar o progresso da doença de Parkinson. Acontece nos ratos e ele está a dirigir um ensaio clínico em 600 pacientes para ver se o exercício abranda a doença nos humanos. Entretanto, Bloem declarou saber que ainda há um longo caminho a percorrer entre a observação e o facto científico. Mas, segundo ele, isso não significa que a observação de um caso seja de todo inútil. "Acredito piamente que os casos únicos podem fornecer provas cruciais", afirmou Bloem. "Mesmo pensando que este é só um paciente, é muito, muito provocante."

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