Banda Mole

22/02/2011

Banda Mole

Banda Mole

Se você é de Belo Horizonte ou pulou carnaval na capital mineira nos últimos 36 anos, com certeza sabe o que é a Banda Mole. Se você possui um senso crítico um pouco mais aguçado, sabe, também, que o bloco carnavalesco mais tradicional da cidade tem perdido força progressivamente nos últimos dez anos. Perda de patrocínio, problemas de segurança, mudanças na tradição, imposições e proibições na “cidade do não pode” são motivos que quase culminaram na queda de um império da irreverência, que promete se reerguer com força total em 2011.

Aos 70 anos, o presidente da Banda Mole Jacaré Ladeira, que hoje ostenta o nome de carnavalesco no RG, batalha, junto ao vice-presidente e co-fundador Helvécio Trotta, contra os percalços que atingiram o carnaval belo-horizontino na última década. “Esse ano marcará a recuperação da Banda Mole, se Deus quiser. Conseguimos um incentivo cultural que possibilitou trazer as bandas baianas Babado Novo (ex-grupo da cantora Claudia Leitte), Patchanka e o carioca BNegão (ex-Planet Hemp), que toca junto com o Baiana System no ‘esquenta’, antes da Bandinha”, conta.

Com o enredo “Tiririca no Congreuço, novos tempos de progreuço”, o desfile da agremiação pretende pôr quatro trios elétricos na Avenida Afonso Pena, entre as ruas da Bahia e Guajajaras (local onde acontece a feira de artesanato). Ao som da Charanga do Bororó, que alternará marchinhas com canções de Noel Rosa, tocadas em homenagem ao centenário do compositor e sambista carioca, a festa contará com o desfile da Bandinha Mole, formada pela diretoria e pela velha guarda do bloco, além dos fundadores e membros do Movimento Machão Mineiro.

Segundo Jacaré, a falta de atrações de peso seria um dos motivos que levaram à queda do público do desfile. “O número de pessoas está diretamente ligado à atração. Nós já levamos 400 mil foliões ao desfile da Banda Mole quando o Araketu tocou, e um grande público, também, com os shows de Jota Quest, Dodô e Osmar e Luís Caldas”, pontua. De acordo com a Belotur, a média de público da Banda Mole nos últimos anos varia entre 30 e 40 mil pessoas.

A vinda das atrações para o desfile desse ano se deu em razão do incentivo cultural conseguido pela Cria! Cultura, empresa de elaboração de projetos que auxiliou a Banda Mole. “Há 15 anos não sabíamos o que era ter dinheiro, depois que perdemos o patrocínio de grandes cervejarias”, conta. “Com o incentivo, a coisa melhora bastante. Tentamos Daniela Mercury, Moraes Moreira e Jamil e Uma Noites, mas a verba saiu um pouco tarde e as bandas já estavam com a agenda lotada”, revela.

Contudo, Jacaré diz que a expectativa para a programação de 2011 é a melhor possível e garante que a essência da Banda Mole nunca mudou. “O resgate dos desfiles populares e das marchinhas de rua, somado ao fato de ser um evento gratuito, sempre manteve o fácil acesso, a alegria e a irreverência do bloco, acima de qualquer problema”.





Recuperando a tradição

Para o carnavalesco, a segurança do evento e o apoio da prefeitura de BH se consolidam como pontos positivos das últimas edições do desfile, bônus do insistente cerceamento da Polícia Militar ao evento. “Hoje, o desfile da Banda Mole na Afonso Pena está muito mais seguro. Mas o problema da mudança de local é que havia uma tradição, e quando a tradição é quebrada, é um desastre total”, afirma.

Principal razão que levou à alteração do local do desfile (que antes fazia um percurso do Centro ao Lourdes, pela Rua da Bahia), a falta de segurança era crescente na Banda Mole, motivada pela aglomeração de pessoas em várias ruas, com várias saídas e rotas de fuga para os ‘trombadinhas’ de plantão. “Como o volume de gente era grande e a rua muito estreita, começaram a roubar e fazer ‘arrastões’ no desfile, e a insegurança foi crescendo a cada ano. Nesse ponto, tenho que dar o braço a torcer. Com a mudança de local e o patrulhamento da PM, os níveis de criminalidade no desfile praticamente zeraram”, conta Jacaré.

Com um espaço delineado, que possibilita a colocação
de grades, policiais
Policiais revistam os foliões em 2010
postados nas entradas revistam todos os foliões, inviabilizando a entrada de armas e drogas. Os Postos de Observação e Vigilância (POVs), barracas da PM elevadas acima do nível do público, também ajudam os militares a identificarem, com mais eficácia, crimes e brigas no meio da muvuca.

Mas o apoio não veio de forma suave. O ápice da confusão se deu em 2004, quando o desfile da Banda Mole, jápreparado na rua, foi impedido de sair pela polícia, segundo Jacaré devido a um desentendimento entre a Belotur e a Regional Centro-Sul. “Aquilo foi um absurdo tão grande que a revolta da população acabou gerando uma Lei, aprovada pela Câmara, que instituiu o ‘Dia Municipal da Banda Mole’, que acontece todo sábado antes do desfile. A partir daí, a prefeitura tem obrigações de dar apoio e logística”.

Na toada do ditado “há males que vêm pra bem”, Jacaré diz que isso resultou em um suporte mais conciso, que auxilia bastante a agremiação. “Hoje, contamos com total apoio. Não existe mais dificuldade de tirar uma licença, eles ajudam em toda a logística, documentação e até nas reuniões com a polícia”, conta.

À época da alteração do local, a alternativa encontrada por Jacaré e Helvécio Trotta foi fazer o desfile na véspera da folia, o hoje conhecido pré-carnaval. “Assim, conseguimos pegar a cidade ainda cheia e é mais fácil levar o público para a avenida. Até porque, de uns anos pra cá, infelizmente ninguém tem ficado mais em Belo Horizonte no carnaval”, afirma Jacaré.


Irreverência: a marca registrada da festa
“BH é a ‘cidade do não pode’ e com isso quase conseguiram matar nosso carnaval. Lembro da folia com os corsos, as batalhas de galo, de confete e serpentina, uma coisa super diferente. Com a repressão da ditadura, a coisa piorou muito. Você estava fazendo um samba no bar, vinham os militares e mandavam parar tudo. E essa mentalidade da proibição permanece até hoje”, conta o carnavalesco. “Isso fez com que a empolgação das pessoas fosse murchando e murchando, até que foram deixando a cidade no carnaval. Vai fazer o quê em BH, ficar ‘mofando’? Preferem pegar uma praia ou curtir a folia de outras cidades”.

Mas, para Jacaré Ladeira, a esperança de um carnaval de qualidade na capital mineira é grande e um novo cenário já começa a tomar forma. “Vejo uma proliferação de novos blocos, pequenos e médios, todos influenciados, de uma forma ou de outra, pela Banda Mole. O apoio e a estrutura também têm melhorado muito. Isso mostra que o carnaval daqui vem despertando mais interesse nos últimos anos. Afinal, o mineiro gosta de folia e é carnavalesco como qualquer brasileiro”.


BANDA MOLE 2011

Dia: sábado, 26 de fevereiro
Horários: concentração às 14h e desfile às 17h
Atrações: BNegão e Baiana System (concentração), Babado Novo, Patchanka, Paula Se7e, Come-Keto, Tem Qui T, Banda Swingera, Bandinha Mole e Charanga do Bororó

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